Sofreu um acidente, ficou com sequela e voltou a trabalhar?

Muita gente acredita que, ao voltar ao trabalho, perdeu qualquer direito. Não é bem assim: quando o acidente deixa sequela permanente que reduz a capacidade de trabalho, pode existir direito ao auxílio-acidente — um benefício mensal pago pelo INSS que não exige afastamento.

O que é

Um benefício que quase ninguém conhece

O auxílio-acidente tem natureza indenizatória. Ele não substitui o salário — ele compensa a perda: a lei reconhece que, depois de uma sequela permanente, a pessoa passa a exercer o mesmo trabalho com mais esforço, mais dor ou menos rendimento.

Por isso ele tem três características que surpreendem quem ouve falar dele pela primeira vez:

É justamente por não exigir afastamento que tanta gente deixa esse direito passar: como a vida seguiu, ninguém imagina que haja algo a requerer.

Situações comuns

Não é só acidente de trabalho

Uma confusão frequente: o auxílio-acidente não se limita ao que acontece dentro da empresa. Acidentes de qualquer natureza podem ser considerados, desde que a pessoa tivesse qualidade de segurado.

Acidente dentro da empresa Acidente de trajeto Acidente de trânsito Acidente doméstico Acidente com máquinas Queda com fratura Perda auditiva por ruído Lesão por esforço repetitivo

Sinais de que pode haver sequela permanente

Se, depois do acidente, alguma destas situações passou a fazer parte da sua rotina, vale conversar:

Documentos

O que costuma ser necessário

Não se preocupe se faltar algum item — parte do trabalho é justamente identificar e reunir o que existe.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre auxílio-acidente

Posso receber auxílio-acidente e continuar trabalhando?

Sim. Essa é uma das principais características do benefício: ele tem natureza indenizatória e não exige afastamento do trabalho.

Recebi auxílio-doença e ele foi cessado. Tem relação?

Pode ter. Quando o benefício por incapacidade é encerrado e permanece uma sequela definitiva que reduz a capacidade de trabalho, essa é justamente uma das situações em que se avalia o cabimento do auxílio-acidente.

O acidente foi há anos. Ainda dá tempo?

Depende do caso, e é uma das primeiras coisas que verificamos. O tempo decorrido pode afetar valores retroativos sem necessariamente eliminar a discussão sobre o direito em si.

Meu pedido já foi negado pelo INSS. Acabou?

Não necessariamente. Negativas por conclusão de perícia ou por falta de documentação podem ser questionadas nas vias administrativa e judicial. O ponto de partida é entender o motivo exato da negativa.

Descubra se a sua sequela dá direito a benefício

Conte o que aconteceu e o que mudou na sua rotina depois do acidente. A partir daí, orientamos sobre o que é preciso reunir.

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